Clássicos

Rashomon, de Akira Kurosawa

A fragilidade da verdade em Rashomon (1950)

Rashomon, de Akira Kurosawa, é um filme que usa o Japão do século XII como cenário para refletir sobre a decadência moral, a fragilidade da verdade e a crise social. A partir do relato contraditório de quatro testemunhas sobre um crime envolvendo um samurai, sua esposa e um bandido, a obra questiona a possibilidade de se alcançar uma verdade absoluta e transforma o espectador em juiz dos fatos. Ao mesmo tempo, o filme estabelece uma metáfora entre o período retratado e o Japão do pós-guerra, sugerindo que, mesmo em meio à violência, à miséria e à descrença, ainda pode haver espaço para esperança e reconstrução.

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Tião Medonho em Assalto ao Trem Pagador

Tião Medonho, Anti-Herói Nacional

Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Faria, vai além da narrativa policial ao transformar um crime real em uma crítica à desigualdade social e ao racismo no Brasil. Por meio de Tião Medonho e dos demais personagens, o filme revela como dinheiro, poder e cor da pele moldam destinos distintos. Assim, a obra se destaca como um retrato forte e ainda atual das contradições da sociedade brasileira.

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Richard Hannay e Madeleine Carroll em Os 39 Degraus.

Os 39 Degraus (1935): A Fórmula Hitchcockiana do Suspense

“’Os 39 Degraus’ é até agora a demonstração mais eficaz do método de sutileza artística do diretor Alfred Hitchcock, e seu sucesso — já sensacional no exterior — deveria servir de lição para seus imitadores em Hollywood.”Time Magazine, 23 de setembro de 1935. É uma noite agradável em Londres, e Richard Hannay está longe de

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