A fragilidade da verdade em Rashomon (1950)

Rashomon, de Akira Kurosawa, é um filme que usa o Japão do século XII como cenário para refletir sobre a decadência moral, a fragilidade da verdade e a crise social. A partir do relato contraditório de quatro testemunhas sobre um crime envolvendo um samurai, sua esposa e um bandido, a obra questiona a possibilidade de se alcançar uma verdade absoluta e transforma o espectador em juiz dos fatos. Ao mesmo tempo, o filme estabelece uma metáfora entre o período retratado e o Japão do pós-guerra, sugerindo que, mesmo em meio à violência, à miséria e à descrença, ainda pode haver espaço para esperança e reconstrução.

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